Parte 1. Um pouco de história
Durante a pandemia, quando fotos de ambulâncias nas entradas de hospitais apareceram nas redes sociais, muitos começaram a suspeitar que algo estava errado em nosso sistema de saúde. A situação era agravada pelo fato de os despachantes das estações de ambulâncias não possuírem informações precisas sobre a disponibilidade de leitos gratuitos nos departamentos de infectologia dos hospitais. Nem sempre era possível falar com os médicos de plantão no horário programado, os telefones das enfermarias de infectologia literalmente "derreteram" com as ligações. As equipes de ambulância viajavam de um hospital para outro, em formato de "movimento browniano", para transferir os pacientes para a hospitalização.
Fonte da foto: Rossiyskaya Gazeta
Depende do despachante da ambulância a rapidez com que o paciente é hospitalizado. É importante conhecer a lotação de todos os leitos, acompanhar sua liberação e a implantação de novos leitos, ou seja, estar atento às alterações no fundo de leitos. O Centro de Informação Médica e Analítica começou a solucionar o problema de disponibilizar ao sistema de saúde informações operacionais sobre a disponibilidade de leitos gratuitos em tempo real.
Parte 2. Formação de uma hipótese
Tradicionalmente, nossa esfera orçamentária resolve problemas em condições de falta de financiamento (caro) ou de tempo (longo). Não tínhamos nem um nem outro, então coletamos o que temos.
A tarefa consistia em agilizar ao máximo a recolha, processamento e disponibilização aos despachantes das ambulâncias informações sobre a disponibilidade de leitos gratuitos nas enfermarias infecciosas. Ao mesmo tempo, é aconselhável excluir a comunicação de despachantes e médicos plantonistas por telefone, uma vez que já constatamos que em períodos de grande carga de trabalho nos hospitais é mais difícil para os despachantes chamarem os médicos. Era necessário criar formas rápidas de transmitir informações sobre a ocupação dos diferentes tipos de leitos.
Quando um paciente é hospitalizado com uma infecção respiratória, o tipo de cama em que será colocado depende de sua condição. Os hospitais possuem leitos sem equipamento de oxigênio, leitos com equipamento de oxigênio, leitos de reanimação com ventilação mecânica e provisórios ("leitos diagnósticos", em enfermarias separadas para pacientes com diagnóstico não confirmado e sinais de pneumonia adquirida na comunidade). A próxima etapa foi calcular o algoritmo de interação e o modo de transferência de informações.
Para resolver este problema, surgiu uma hipótese, que imediatamente comecei a testar em condições de combate.
Parte 3. Roteamento do paciente usando Telegram e Excel
A interação 24 horas por dia de despachantes de ambulâncias, atendentes de hospitais e gerentes foi organizada por meio de um grupo no Telegram. Os atendentes enviaram mensagens para o chat com o nome do hospital, a quantidade e o tipo de leito livre. O operador de plantão resumia as informações em uma planilha Excel, copiava e carregava no chat. Já estava disponível no chat como imagem gráfica.
O modelo funcional, montado no joelho com "areia e paus", revelou-se surpreendentemente viável. O tempo para decidir onde hospitalizar um paciente diminuiu. Este era o protótipo do sistema de informação, onde as tabelas no Excel são um SGBD, um operador que insere números nas células é uma aplicação web e uma imagem em um chat é uma interface gráfica.
Parte 4. Resultado
A conversa dos médicos e despachantes das ambulâncias começou a desempenhar o papel de um controlador de tráfego em um cruzamento movimentado e era conveniente para os estatísticos na hora de compilar os relatórios. Com o tempo, ele foi transferido para administração 24 horas por dia em uma das instituições médicas.
O próximo passo no desenvolvimento foi a criação de um sistema de informação, onde a função de uma pessoa que alterava manualmente os números da tabela e colocava em um chat foi substituída por uma aplicação web. A vantagem da abordagem é que todos os processos foram testados, a história do grupo complementou perfeitamente os termos de referência para o desenvolvimento do sistema.
O que aconteceu depois?
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