É verdade que os homens ficam presos nos games e as mulheres nas redes sociais? Compreensão com meta-análise





Meta-análise é quando os cientistas reúnem muitos estudos diferentes que foram feitos antes e analisam o resultado.



Para entender quais vícios homens e mulheres desenvolvem ao usar a Internet, os pesquisadores analisaram 53 estudos sobre o transtorno do jogo. Eles incluíram mais de 82.000 pessoas de 21 países e 41 pesquisas sobre dependência de mídia social realizadas em 22 regiões e mais de 58.000 pessoas. Os estudos foram realizados de janeiro de 2010 a agosto de 2018.



Existem muitos trabalhos científicos sobre este assunto, o problema é generalizado e agudo. Em 2014, 6% da população mundial era viciada em internet (com base em uma meta-análise de 31 países, Cheng & Li, 2014). Além disso, cerca de 60% da população mundial tem a própria Internet (embora em 14 provavelmente fosse menos).



Determinando os termos



Desordem de jogo



O transtorno do jogo é o uso constante e regular da Internet para participar de jogos, geralmente com outros jogadores, o que resulta em deterioração ou estresse clinicamente significativo.







Vício em mídia social



Falha em regulamentar o uso de mídia social que leva a resultados negativos.







Hipóteses



O estudo testa duas hipóteses:



  • Os homens são mais propensos ao transtorno do jogo, enquanto as mulheres são mais propensas ao vício das redes sociais.
  • O vício generalizado em Internet mascara as diferenças de gênero.


Qualidade de dados



Em geral, a maior parte da pesquisa é dedicada à qualidade dos dados. Não vou dar todos os cálculos aqui, mas no final darei um link para o artigo original, onde você pode verificar tudo sozinho:



  • , .
  • .
  • 1 4. . — 1 , — 1 , — 1 .
  • ( 10 ). 2 4,4.




A magnitude do efeito positivo reflete a maior probabilidade para os homens em comparação às mulheres. Ou seja, se o efeito for positivo, os homens o fazem, em média, mais. Se negativo, menos na média.







Em 12 dos 16 países, existem diferenças típicas de gênero, com predominância de jogos para homens e status social para mulheres. Alemanha e Taiwan são diferentes: lá os homens se apegam fortemente aos jogos e à alimentação dos amigos.







Uma situação incomum na Índia: lá as mulheres sofrem mais com o vício do jogo e os homens não conseguem sair das redes sociais.







Mas será que algum gênero é geralmente mais viciado e isso mascara o efeito das mídias sociais ou dos jogos? Os cientistas avaliaram o efeito do gênero no vício geral da Internet e os compararam com o vício em jogos e redes sociais.





IA - Internet Addiction; IGD - dependência do jogo; SMA - Social Media Addiction.



A linha vermelha, que denota dependência de Internet, gira em torno de zero, o que significa que provavelmente não há nenhum efeito especial de gênero. As redes sociais verdes estão perdendo terreno, o que significa que há muito menos homens do que seria de se esperar em uma distribuição normal. O vício do jogo amarelo é uma vantagem, o que significa que há, em média, mais homens lá.



Conclusões e análises



A hipótese inicial foi confirmada. O vício em Internet nas pessoas se manifesta de diferentes maneiras: "meninos" brincam com brinquedos, "meninas" aderem às redes sociais.



Esse padrão persiste em diferentes locais e culturas. Na Europa e na América do Norte, o gênero é mais pronunciado; na Ásia, menos.



Existem várias hipóteses de porque isso está acontecendo:



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  • , , - ( MMORPG, ).


Por que Índia, Alemanha e Taiwan são tão diferentes de todos os outros não está claro. Mas é improvável que haja menos viciados em Internet no futuro próximo, o que significa que haverá novos estudos. Talvez depois deles algo fique claro.



Os homens se tornam viciados em jogos na Internet e as mulheres nas redes sociais? Uma meta-análise que examina as diferenças relacionadas ao gênero no vício específico da Internet Wenliang Su, Xiaoli Han, Hanlu Yu, Yiling Wu, Marc N. Potenza



Lidando com o seu vício em Internet baseado em gênero ou não baseado em gênero



Não é preciso, mas há um pequeno estudo com 500 pessoas que mostrou que caras com aplicativos que limitam o tempo de tela se sentiam mais felizes na vida.



Resenhas de pesquisa sobre outros tópicos



Redação e desenho de placas de caridade. Revisão da pesquisa



O belo é mais conveniente do que o feio? Visão geral da pesquisa



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